
Quem sou eu?
Eu sou uma miúda, que gosta de pessoas.
Sou nervosa, stressada, não tenho paciência para nada. Falo alto e sou impulsiva. Não me consigo controlar.
Acelerada em tudo. Mas sou muito lenta a comer, sou sempre a última a comer, de qualquer mesa onde coma.
Eu gosto de falar.
Gosto de pessoas que me façam falar, que me façam rir... Superficiais? Talvez, mas isso todos o somos.
Sou uma pessoa que tem as suas posições e opiniões bem definidas. Acho que posso dizer que sou uma pessoa confiante, e segura.
Excepto com uma pessoa.
Tenho mudanças de humor repentinas. Hormonas, vai-se lá perceber estas coisas. Ontem não sabia quem era, hoje estou aqui a escrever sobre quem sou.
Gosto de tudo.
Todo o tipo de música, toda as matérias que possam existir.
Acredito que existe algo interessante em todas elas. Algo que seja digno de dedicar atenção e tempo.
Quem me dera ter mais tempo... Ter tempo e dinheiro, para fazer e saber tudo. Para viajar e conhecer línguas e costumes, ouvir diferentes músicas, observar diferentes lugares, adquirir diferentes saberes.
Acredito no bem.
Acho que sou um bocado ingénua.
Óbvio que já sofri, mas irei sempre continuar a sofrer, porque não sou feliz com barreiras.
Não sou feliz desconfiada. Não sou feliz a olhar de lado para tudo e todos, não sou feliz a não dar de mim, a fechar-me no meu casulo.
Quero partilhar, quero conhecer.
Sempre o quis...
Quero poder sonhar... E pensar que é possível! E fazer para que seja possível!
Quero crescer e aprender.
Quero amar... e ser feliz com aquela pessoa que me completa mais do que outra qualquer alguma vez o poderia fazer à face da terra.
Quem sou eu...
Sou alguém com ambições e com força para as atingir.
E tu, ajudas-me, meu amor?

Dêem-me alguém sincero e frontal.
Alguém que me chame Sónia e que me diga o que está a pensar quando está a pensar.
Que não tenha medo de dizer aquilo que pensa.
Dêm-me alguém que não se importe apenas com o seu aspecto.
Alguém que não se importe com a sua imagem perante outros.
Alguém que apenas seja ela própria.
Alguém simples.
Dêem-me alguém que me fale de si, e não dos outros.
Alguém com ideias próprias.
E com vontade de as defender e de discutir sobre elas.
Dêem-me alguém que não me fuja. Que me seja sempre fiel.
Que defende a amizade mais do que tudo o resto.
Dêem-me alguém que sabe quem é, neste mundo tão cheio de dúvida.
Dêem-me alguém com quem partilhar.
Dêem-me alguém com quem viver....
Is that to much to ask?
Alguém me dê café, me tire o ardor dos olhos, e me meta na cabeça tudo o que tenho de saber para o teste de amanhã às 11h.
Help?

Mudei.
Já há algum tempo que andava para fazer isto, e hoje, num momento de escape à realidade, entretive-me.
Espero que gostem. :)

Ao longo da vida, crescemos e aprendemos.
Desde pequenos que vamos assimilando tudo o que se passa à nossa volta, desde o que acontece em casa, com os nossos pais (e irmãos), as idas para a escola, os jogos de futebol, o saltar à corda, até a uma simples ida ao supermercado ou a casa de um tio afastado. Todos estes factores e muitos mais, tudo o que os nossos sentidos são capazes de captar, ficam na memória de cada um e contribuem para a formação de uma identidade, de uma personalidade, de um carácter.
É na adolescência que se diz que adquirimos a maior parte das “bases” da nossa personalidade, ou seja, os valores pelos quais vivemos, as opiniões que defendemos, as posições que tomamos perante o mundo.
Diz-se que, a partir desse momento, definimos “quem somos” para o resto das nossas vidas. E isso acontece devido ao facto de ser na adolescência que nos começamos a defrontar com questões relacionadas com o mundo e com as pessoas, e de, também, ser nessa altura em que acontecem os conflitos derivados dessas questões.
Aprendemos a lidar com a amizade e com o amor e, por conseguinte, aprendemo-nos a relacionar uns com os outros, formando os nossos padrões de valores aceitáveis e correctos; tornando-nos autónomos.
Ao longo da vida, crescemos e aprendemos. Tudo isso é derivado das relações que vamos tendo com as pessoas que vivem à nossa volta. É a convivência com elas que nos faz tomar partidos e seguir diferentes caminhos. É olhar para o que acontece no mundo, é estar atento, ser curioso e participar.
Crescer é saber quem somos e porque o somos. E estar consciente de que não somos perfeitos, e de que podemos sempre mudar. Porque crescemos e aprendemos.
Porque o mundo está sempre a rodar, e nós também.