
Ao longo da vida, crescemos e aprendemos.
Desde pequenos que vamos assimilando tudo o que se passa à nossa volta, desde o que acontece em casa, com os nossos pais (e irmãos), as idas para a escola, os jogos de futebol, o saltar à corda, até a uma simples ida ao supermercado ou a casa de um tio afastado. Todos estes factores e muitos mais, tudo o que os nossos sentidos são capazes de captar, ficam na memória de cada um e contribuem para a formação de uma identidade, de uma personalidade, de um carácter.
É na adolescência que se diz que adquirimos a maior parte das “bases” da nossa personalidade, ou seja, os valores pelos quais vivemos, as opiniões que defendemos, as posições que tomamos perante o mundo.
Diz-se que, a partir desse momento, definimos “quem somos” para o resto das nossas vidas. E isso acontece devido ao facto de ser na adolescência que nos começamos a defrontar com questões relacionadas com o mundo e com as pessoas, e de, também, ser nessa altura em que acontecem os conflitos derivados dessas questões.
Aprendemos a lidar com a amizade e com o amor e, por conseguinte, aprendemo-nos a relacionar uns com os outros, formando os nossos padrões de valores aceitáveis e correctos; tornando-nos autónomos.
Ao longo da vida, crescemos e aprendemos. Tudo isso é derivado das relações que vamos tendo com as pessoas que vivem à nossa volta. É a convivência com elas que nos faz tomar partidos e seguir diferentes caminhos. É olhar para o que acontece no mundo, é estar atento, ser curioso e participar.
Crescer é saber quem somos e porque o somos. E estar consciente de que não somos perfeitos, e de que podemos sempre mudar. Porque crescemos e aprendemos.
Porque o mundo está sempre a rodar, e nós também.