
Faz amanha uma semana que aqui estou.
Acho que já me estou a habituar ao ritmo do tédio, seja o lá o que isso for.
Porém, nunca me consigo habituar às saudades e à falta que sinto por ele...
Como tenho internet portátil, daquelas que se paga o que se gasta, não posso estar a navegar pela net como costumava fazer, e ler todos aqueles sites que costumava ler.
Sinto-me inculta.
Sinto que estou a desaprender.
Como a internet se tornou uma coisa que tanta versatilidade dava aos meus dias.
Principalmente aqueles de tédio. De quando estou sem ele...
Sim porque ele trata de mim. Ele enche a minha mente de todas as maneiras possíveis existentes.
Mas a verdade é que, hoje em dia, quando não se sabe alguma coisa, vai-se ao Google. Ou quando se pensa em qualquer coisa, vai-se à net procurar mais coisas sobre isso. Qualquer tipo de dúvida pode ser esclarecida neste mundo tão grande, talvez como o Universo.
Desde que meti na cabeça que ia seguir Jornalismo, tenho-me informado sobre montes de temas e assuntos derivados. Tenho seguido o Twitter de várias pessoas interessadas e que só divulgam material de leitura de qualidade.
Tanto que eu aprendi nestes últimos tempos.
Em que andei a conhecer melhor o ramo que tanto queria seguir.
Tenho saudades de escrever, de pensar.
Este sitio bloqueia-me a mente.
As árvores bloqueiam-me os músculos do cérebro.
Preciso de prédios, de carros, de pessoas...
Daqui a uns dias vou para baixo, para a praia. (Graças a deus! não que eu acredite em deus, mas é uma boa expressão.)
Entretanto vou vê-lo... que ansiosa que estou.
E tenho a certeza que ele me vai desempenar desta dormência mental que tanto me assalta...
Tenho a certeza...
Na minha infinidade de contactos do messenger, reparei no nick de alguém com quem raramente falei.
Dizia:
"Believe yourself and what you want. Don't believe people."
Engraçado ter sido hoje o dia em que li isto.
Logo no dia em que descobri que quando pensava que ja tinha solucionado o meu BIG DILEMA, pelos vistos enganei-me.
Acredito em mim, nos meus gostos, nas minhas prespectivas, na minha intuição, no meu coração?
Ou ouço os conselhos de pessoas experientes e que só querem o meu bem?